quarta-feira, 26 de abril de 2017

Aparecimento de Sri Gadadhara Pandita Goswami


Extraído de “Sri Chaitanya: His Life & Associates” por Srila Bhakti Ballabh Tirtha Maharaj


shri-radha-prema-rupa ya pura vrindavandeshvari
sa shri-gadadharo gaura-vallabhah panditakhyakah
nirnitah shri-Svarupair yo vraja-lakshmitaya yatha
pura vrindavane lakshmih shyamasundara-vallabha
sadya gaura-prema-lakshmih shri-gadadhara-panditah
radham anugata yat tal lalitapy anuradhika
atah pravishad esha tam gaura-candrodaye yatha

A encarnação do amor, anteriormente a rainha de Vrindavana, Radha, agora é o amado de Gaura chamado Srila Gadadhara Pandita. O próprio Svarupa Damodara declarou que ele era a deusa da fortuna de Vraja, a Lakshimi que anteriormente foi a amada de Shyamasundara em Vrindavana. Hoje, Ela se tornou a deusa da fortuna do amor para Gaura e é conhecida como Srila Gadadhara Pandita. Lalita, também conhecida como Anuradha, é a amiga mais próxima e confidente de Radha. Ela também se manifestou em Gadadhara, conforme mostrando na peça Chaitanya-candrodaya.
(Gaura-ganoddesha-dipika 147-150)

Gadadhara-tattva

gadadhara panditadi prabhura nija-shakti
tan sabhara carane mora sahasra pranati

Gadadhara Pandita e os outros são as energias do Senhor. Presto milhares de reverências aos seus pés. (Chaitanya Charitamrita 1.1.41)

"Chaitanya Mahaprabhu se manifesta em seis características, ou seja, dois tipos de guru, os devotos do Senhor, o próprio Senhor, Sua encarnação, Sua expansão e Sua energia. De acordo com o princípio da unidade e diferença simultâneas, todos Eles são identificados como o próprio Chaitanya Mahaprabhu.”
(Anubhashya no Chaitanya Charitamrita 1.1.37-45)

Aquela que foi Radha nos passatempos de Krishna tornou-se Srila Gadadhara Pandita Goswami em Gaura-lila. Quando Gaura manifesta Sua identidade com Narayana, Suas shaktis são Suas esposas Lakshimipriya e Vishnupriya. Ao identificar-se com Krishna, Sua shakti é Srila Gadadhara Pandita Goswami.

païcatattvatmakam krishnam
bhakta-rupa-Svarupakam
bhaktavataram bhaktakhyam
namami bhaktashaktikam

Ofereço minhas reverências  a Krishna que se manifesta em cinco características, como um devoto, uma expansão de um devoto, uma encarnação de um devoto, um devoto puro e como energia devocional.
Todas essas cinco características se manifestaram na encarnação de Chaitanya Mahaprabhu, e na Sua associação, elas executam com alegria o canto congregacional dos Santos Nomes. Embora Ele apareça nessas cinco formas, não há nenhuma real diferença entre elas. As distinções surgem devido ao Seu desejo de apreciar diferentes sabores devocionais.

Sri Gauranga, Nityananda, Advaita, Gadadhara e Srivasa formam o Pancha Tattva e, espiritualmente, não há diferença entre Eles. A verdade suprema possui ilimitados passatempos diferentes a fim de apreciar os diferentes sabores da relação transcendental e, portanto, Ele se separa nestas cinco formas, na de devoto, na manifestação devocional, na encarnação devocional, na energia devocional e no devoto puro.

jaya jaya nityananda-gadadharera jivana
jaya jaya advaitadi bhaktera sharana
Todas as glórias, todas as glórias, a vida de Nityananda e Gadadhara!
Todas as glórias, todas as glórias, ao abrigo de todos os devotos, liderados por Advaita!

Srila Bhaktisiddhanta Saraswati Goswami Thakura comenta “a vida de Gadadhara” da seguinte forma: “Srila Gadadhara Pandita Goswami é o chefe entre os devotos mais íntimos de Sri Chaitanya. Ele é o manancial de todo o shakti-tattva e está presente igualmente nas lilas de Mahaprabhu em Navadwipa e Nilachala. Sua residência na infância foi em Navadwipa; posteriormente, recebeu madhura-rasa na adoração à Radha e Govinda, tomam o abrigo de Gadadhara Pandita e são conhecidos como os devotos mais íntimos de Gauranga Mahaprabhu. Esses devotos não estão tão inclinados ao abrigo de Nityananda Prabhu e se engajam no serviço devocional puro no seu humor. Alguns dos devotos de Mahaprabhu, tais como Narahari, eram seguidores de Srila Gadadhara Pandita Goswami. Eles se refugiaram nele porque sabiam que era o associado mais querido e, portanto, digno do seu serviço. Devido a isso, alguns devotos chamam Chaitanya de ‘a vida de Nityananda’, enquanto outros o chamam de ‘a vida de Gadadhara.”
sannyas, foi viver em Jagannatha Puri, em um jardim ou tota à beira-mar. Os devotos puros que desejam entrar em

Primeiros anos de vida

Gadadhara Pandita nasceu no vilarejo de Beleti Gram no distrito de Chittagong na Bangladesh moderna em uma família de Varendra Brahmins em 1408 da era Shaka (1486 d.C.) em no dia de lua escura do mês de Vaishakh. Seu pai era Madhava Mishra e sua mãe Ratnavati Devi. Ele também tinha um irmão mais novo chamado Baninath. Ele pertencia a Kashyapa gotra. Viveu no vilarejo de Beleti até os doze anos e depois se mudou com a família para Navadwipa.
Srila Gadadhara Pandita Goswami permaneceu como brahmachari por toda a sua vida. Isvara Puripada ficou muito impressionado por sua indiferença em relação as prazeres mundanos e por seu afeto a ele, o instruiu no seu próprio trabalho, Krishna-lilamrita.
Enquanto Mahaprabhu se deliciava em seus passatempos como estudante, não havia nenhum estudante na cidade de Navadwipa que não tivesse medo de debater com ele. Mahaprabhu derrotava a posição de quem quer que fosse e depois demonstrava como essa mesma posição poderia ser defendida. Mukunda, Srivasa e outros que conheciam as alegrias do sentimento devocional tinham medo de se envolver nesses debates inúteis com Nimai Pandita e então, o evitavam. Certa vez, Nimai Pandita avistou Gadadhara e perguntou a ele a definição de liberação. Gadadhara respondeu de acordo com a escola Nyaya, dizendo que a liberação consiste na erradicação final de todas as misérias (atyantika duhkha-nivritti). Nimai procedeu para lhe mostrar como essa definição era inadequada. Os outros devotos ouvintes pensavam o quão maravilhoso seria se esse acadêmico tão brilhante se tornasse um devoto. (Chaitanya Bhagavat 1.10)
Após Mahaprabhu retornar de Gaya e começar a revelar as maravilhosas transformações do amor, todos os devotos ficaram espantados. Sriman Pandita foi o primeiro a ver os sintomas estáticos de Mahaprabhu e contou a todos, que ficaram muito felizes. Depois de Mahaprabhu decidir revelar sua verdadeira identidade para os devotos, Ele lhes disse para irem até a casa de Shuklambar Brahmachari. Gadadhara foi até a casa de Shuklambar, mas permaneceu discreto, porém, ao ver Mahaprabhu intoxicado pelo poder dos Santos Nomes e inundado por sattvikas, ele desmaiou. Então, Mahaprabhu lhe disse: “Gadadhara! Quanta boa fortuna você tem! Desde a sua infância, sua mente permaneceu fixa aos pés de lótus de Krishna. Enquanto isso, desperdicei minha vida em atividades inúteis. Embora eu obtivera o grande tesouro de um nascimento humano, pela minha infelicidade, eu não o usei." (Chaitanya Bhagavata 2.1)

Sempre que Mahaprabhu era inundado por Seus êxtases, Gadadhara o acalmava. Certo dia, enquanto Mahaprabhu chorava em separação, "Onde está Krishna? Onde está Krishna?", Gadadhara disse a ele: "O Senhor Krishna está escondido em Seu coração". Assim que ouviu isso, Mahaprabhu começou a arranhar o seu peito, mas por sorte, Gadadhara o impediu segurando Suas mãos e o acalmou, dizendo: “Krishna virá em breve, seja paciente.” Sachi ao notar o quão Gadadhara foi inteligente ao lidar com seu filho, pediu a ele que estivesse sempre ao Seu lado para protegê-lo. (Chaitanya Bhagavat 2.2.198-210)

Gadadhara recebe iniciação de Pundarika

Dada ocasião, Mahaprabhu chamou o nome de seu querido associado, Pundarika Vidyanidhi, dizendo: "Pundarika, meu pai!" e começou a chorar. Nenhum dos devotos presentes foi capaz de entender o que Mahaprabhu queria dizer. Ao ser questionado, Ele contou sobre Pundarika Vidyanidhi e explicou que em breve ele iria até Navadwipa Mayapur. Ao chegar, Pundarika desempenhou o papel de um grande desfrutador dos sentidos para dissimular a sua grandeza. Mukunda Datta era um antigo residente de Chittagong e conhecia Pundarika Vidyanidhi (anteriormente, Vrishabhanu, pai de Srimati Radharani). Um dia, ele disse a Srila Gadadhara Pandita Goswami que gostaria de apresentá-lo a um Vaishanava muito avançado e o levou até a casa de Pundarika. Mukunda apresentou um ao outro e Vidyanidhi começou a conversar alegremente com Gadadhara. No entanto, Gadadhara, que sempre foi indiferente aos prazeres sensuais desde muito jovem, começou a ter certas dúvidas sobre Pundarika Vidyanidhi ao notar os móveis caros ao seu redor, bem como lençóis luxuosos tão brancos quanto o leite, o aroma que perfumava o ambiente, o pan que ele mascava etc. Mukunda percebeu a desconfiança estampada no rosto de Gadadhara e decidiu lhe contar a real natureza devocional de Pundarika. Então, ele recitou um verso em glorificação a Krishna do Bhagavat:

aho bakiyam stana-kala-kutam
jighamsayapayayad apy asadhvi
lebhe gatim dhatry-ucitam tato’nyam
kam va dayalum sharanam prapadye

Que maravilhoso! A irmã de Bakasura, a malvada Putana, foi enviada em uma missão para matar Krishna. Ele bebeu o veneno kalakuta que havia sido misturado ao leite materno, e apesar de suas más intenções, atribuiu-lhe a posição de uma ama de leite (como Ambika Kilimba em Goloka). Quem é mais misericordioso do que Ele a quem eu poderia me abrigar? (SB 3.2.23)
Assim que Pundarika Vidyanidhi ouviu essa declaração, ele começou a chorar: “Ha Krishna!” e caiu no chão inconsciente. Sintomas de êxtase extraordinários começaram a aparecer no seu corpo. Srila Gadadhara Pandita Goswami ficou surpreso com a sua reação e começou a lamentar os pensamentos ofensivos que tinha tido minutos antes. Mais tarde, Mahaprabhu aconselhou Gadadhara de que a melhor forma de se livrar da ofensa seria receber iniciação de Pundarika Vidyanidhi, e então tornou-se seu discípulo.

O companheiro constante do Senhor
Srila Gadadhara Pandita Goswami era um companheiro constante de Mahaprabhu. Ele participou das atividades aquáticas de Mahaprabhu após a conversa de Jagai e Madhai, atuou na peça sobre Krishna lila na casa de Chandrasekhara, observou a grande epifania (maha-prakasha) em Srivasa Angan; Também estave presente durante a conversão de Kazi e quando Mahaprabhu recebeu sannyas; acompanhou Mahaprabhu até Puri e se juntou a ele na limpeza do templo Gundicha, banhou-se no Narendra Sarovara etc.
Na casa de Chandrasekhara, no primeiro ato da peça sobre os passatempos de Krishna em Vrindavana que Mahaprabhu encenou, Hari Das interpretou o papel do policial do vilarejo, Srivasa Pandita o de Narada Muni e Mahaprabhu o de Rukmini. No segundo ato, Gadadhara também vestido como uma mulher, ouviu de Mahaprabhu: “Gadadhara é parte da minha família de Vaikuntha." Depois, Mahaprabhu vestido como a energia primal, alegrou a todos na forma da mãe do universo; os devotos o glorificaram com hinos endereçados a Mãe Divina.

Kshetra-sannyas de Gadadhara


Srila Gadadhara Pandita Goswami foi viver em Puri como kshetra-sannyasi. Mahaprabhu lhe deu o serviço da deidade de Tota-Gopinatha e disse para viver no Yamesvara Tota, ou no jardim. Certa vez, quando Gadadhara ouviu que Nityananda havia chegado em Puri, ele lhe convidou para tomar a prasada de Tota-Gopinatha. Nityananda aceitou seu convite e trouxe um pouco de arroz da Bengala como uma oferta para Gopinatha. Gadadhara cozinhou o arroz juntamente com as folhas e legumes do jardim Yamesvara, e enquanto oferecia os alimentos para a deidade, Mahaprabhu também apareceu, o que lhe deu um grande prazer. Então, os três juntos alegremente tomaram a prasada.
(Chaitanya Bhagavat 3.10)

Quando Mahaprabhu quis ir até Vrindavana, Ramananda Raya e Sarvabhauma Bhattacharya usaram todos os meios à sua disposição para fazê-lo ficar em Puri. No terceiro mês de chaturmasya após sua partida de Navadwipa, todos os devotos bengalis foram para Puri com suas esposas para vê-lo. Após a limpeza do templo Gundicha e do Rathayatra, os devotos voltaram para casa. Quando estavam partindo, os devotos do vilarejo Kulina pediram a Mahaprabhu que descrevesse as características de um devoto. Então, Ele descreveu as diferenças entre um Vaishnava, um Vaishnava mais avançado e o mais avançado Vaishnava.
(Chaitanya Charitamrita 2.16.69-75)

Quando Mahaprabhu demonstrou uma maior determinação em ir até Vrindavana, os devotos finalmente lhe deram permissão para partir após o Vijaya-dashami. O rei Prataparudra ofereceu grande ajuda para tornar sua viagem mais tranquila. Ao atravessar o rio Citrotpala, Raya Ramananda, Mardaraja, Harichandana continuaram em sua companhia. Srila Gadadhara Pandita Goswami não conseguia tolerar a ideia de separação do Senhor e também quis permanecer com Ele, mas Mahaprabhu o lembrou do seu voto de permanecer em Jagannatha Puri e o proibiu de ir até Vraja. Gadadhara disse a ele: “Jagannath Puri é onde você estiver. Os meus votos de permanecer em Puri podem ir para o inferno." Novamente, Mahaprabhu lhe disse para não abandonar o seu serviço a Gopinatha. Gadadhara respondeu: “Ver os seus pés de lótus vale um milhão de serviços a Gopinatha.”
Quando Mahaprabhu disse: "Se você abandonar seus deveres com Gopinatha, estará cometendo um erro.”, Gadadhara respondeu que ele estava pronto para assumir a responsabilidade, mas que não incomodaria Mahaprabhu seguindo-o, ele poderia ir sozinho para a Bengala ver Sachi Mata. Fora os associados íntimos de Mahaprabhu, ninguém mais é capaz de compreender a extensão da devoção de Gadadhara Prabhu a Gauranga. O amor no caminho da devoção espontânea não é fácil de compreender. Gadadhara estava pronto para abandonar seus votos, seu serviço, tudo por causa de Mahaprabhu.
Ao chegarem em Cuttack, Mahaprabhu chamou Gadadhara e disse: “Sua decisão de quebrar seus devotos e deixar o seu serviço se tornou uma realidade. Se você vier comigo, isso o deixará muito feliz. Mas você deseja a sua própria felicidade ou a minha? Você me deixará infeliz se quebrar os seus votos de permanecer em Puri e de servir Gopinatha. Se você deseja a minha felicidade, retorne para Puri e retome seus votos. Isso é tudo o que tenho a dizer."
Ao ouvir as palavras de Mahaprabhu, Gadadhara caiu no chão inconsciente. Sarvabhauma Bhattacharya o confortou em relação a ordem de Mahaprabhu e o acompanhou até Puri.

Gadai-Gauranga

Devido à sua amável simplicidade, a esposa de Krishna, Rukmini, nem sempre conseguia compreender o Seu gracejo ao falar e ficava assustada. Assim como ela, Gadadhara nem sempre compreendia os gracejos ou a indiferença fingida de Mahaprabhu, o que o deixava perturbado. A natureza de Srila Gadadhara Pandita Goswami era simples e afetuosa. Em certa ocasião, Vallabha Bhatta foi visitar Mahaprabhu e os dois começaram uma conversa jocosa. Mahaprabhu ao notar que Vallabha Bhatta estava orgulhoso de sua erudição, distanciou-se dele e começou a encontrar defeitos em tudo o que ele dizia.

Vallabha respondeu a indiferença de Mahaprabhu começando a visitar Gadadhara e demonstrando um apego a ele. Mahaprabhu não gostava da relação de Gadadhara com Vallabha e também começou a demonstrar uma certa frieza em direção a ele. Esse comportamento fez com que Gadadhara sentisse medo de que Mahaprabhu poderia excluí-lo e caiu os Seus pés e começou a chorar. Mahaprabhu riu e abraçou Gadadhara, dizendo:

"Eu quero agitá-lo, mas você não fica agitado. Não disse nada com raiva, suportou tudo pacientemente. Sua mente não foi perturbada pelos meus truques. Por manter-se fixo em sua natureza simples, você me arrebatou.” Ninguém é capaz de descrever o caráter do amor estático de Gadadhara. Assim, Mahaprabhu recebeu o nome de Gadadhara-prananatha, “A vida e alma de Gadadhara”. Ninguém poderia descrever a misericórdia do Senhor em relação a Gadadhara; as pessoas cantam seus nomes juntos: Gadai-Gauranga.
(Chaitanya Charitamrita 3.7.157-160)

Após o desaparecimento de Mahaprabhu, Srila Gadadhara Pandita Goswami permaneceu neste mundo por onze meses. No Bhakti-ratnakara, Narahari Chakravarti descreve o terrível sofrimento de Gadadhara devido a separação de Mahaprabhu. Ele permaneceu vivo apenas para ver Srinivas Acharya.
Ao repetir o nome de Gaurasundara com os olhos fechados, seus suspiros eram quentes como chamas. Somente o Senhor sabe como Gadadhara Pandita sofreu com a ausência de Gauranga. Seu corpo imóvel permaneceu vivo apenas para que ele pudesse conceder sua misericórdia sobre Srinivas Acharya.
(Bhakti-ratnakara 3.142-4)

Srila Gadadhara Pandit Goswami desapareceu em Puri em um dia de lua escura de Jyestha em 1456 da era Shaka (1535 d.C.).

Tradução: Madhukari Radhika devi dasi
Fonte: BVML

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Documentário sobre Srila Bhakti Ballabh Tirtha Goswami Maharaj




Caros devotos da Vrinda,

Em honra ao desaparecimento de Srila Bhakti Ballabh Tirtha Goswami Maharaj, compartilhamos novamente o documentário que seus discípulos produziram.
Em uma aula matinal durante kartika 2016, Srila Gurudeva Paramadvaiti nos mostrou um DVD feito pelos discípulos de Srila Bhakti Ballabh Tirtha Goswami, seu mais recente siksa guru.
Srila Guru Maharaj sugeriu que todos os yatras da Vrinda ao redor do mundo tenham esse DVD, pois ele é um exemplo de devoção ao mestre espiritual.

O arquivo encontra-se na minha conta do Google Drive, e pode ser baixado e compartilhado com os devotos dos seus países no link abaixo:

Download

Manterei o arquivo disponível até junho de 2017.

Dandavats,
Rasa Sthali Dasi da Bulgária


Mensagem de Srila Bhakti Aloka Paramadvaiti Maharaj, fundador da VRINDA Mission e Facilitador da World Vaishnava Association


Recebi com grande dor a maravilhosa notícia de que nosso querido Guru Ji voltou para a Nitya Lila de Sri Sri Radha Krishna. Não há comparação com o quão misericordioso ele era - perdemos um santo, bem como o presidente da World Vaishnava Association, serviço mantido por mais de 15 anos.
Todos os membros devotos da Família Vrinda oferecem suas reverências a Param Pujyapad Srila Bhakti Ballabh Tirth Goswami Maharaj e a todos os seus amados irmãos espirituais e discípulos. Agora, ele pode se reunir com seu amado Srila Gurudeva Param Pujyapad Srila Bhakti Dayita Madhav Goswami Maharaj.
Informamos que em todos os nossos templos ao redor do mundo serão simultaneamente realizados festivais em honra ao seu desaparecimento no mesmo dia em que esse estiver sendo realizado em Mayapur.

Aspirando a ser um servo do servo dos servos.
Swami B.A. Paramadvaiti

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Aparecimento de Sri Shyamananda Pandita

Extraído de "Sri Chaitanya: His Life & Associates" por Srila Bhakti Ballabh Tirtha Maharaj


Shyamananda encontra a tornozeleira de Srimati Radharani
Sri Shyamananda Prabhu foi servo de um servo de Subala em Krishna-lila. Era discípulo de Hridayananda ou Hriday Chaitanya, esse discípulo de Gauri Das Pandit. Gauri Das é Subala em Krishna-lila.

yam loka bhuvi kirtayanti hridayanandasya shishyam priyam
sakhye shri-subalasya yam bhagavatah preshthanushishyam tatha
sa shriman rasikendra-mastaka-manish citte mamaharnisham
shri-radhapriya-narma-marmasu rucim sampadayan bhasatam


Sri Shyamananda é conhecido neste mundo como um discípulo querido de Hridayananda; grandioso discípulo de Subala Sakha, o mais querido amigo do Senhor Supremo; ele é a joia dos apreciadores do êxtase sagrado. Que ele apareça dia e noite em minha mente, trazendo uma apreciação da essência das alegrias do amado de Sri Radha.
(Shyamananda-shataka)

Shyamananda Prabhu nasceu em uma noite de lua cheia de Chaitra em 1456 da era Shaka (1534 d.C.) na cidade de Dharenda Bahadurpura, próximo a estação de trem Kharigapura em Medinipura. Seus pais são Sri Krishna Mandala e Durika. A cidade natal de Krishna Mandala é Dandeshvara, localizada às margens do rio Suvarnarekha. A instrução a seguir é encontrada no  Gaudiya Vaishnava Abhidhana: “Sri Krishna Mandala vivia em um local chamado Ambuwa, próximo à Dandeshvara. Anteriormente, viveu em Gauda (parte da Bengala localizada às margens do rio Bhagirathi) e só mais tarde mudou-se para Dandeshvara, hoje fronteira de Orissa. Os discípulos de Shyamananda estabeleceram cinco principais postos nas cidades de Dharenda, Bahadurapura, Rayani, Gopiballabhapura e Nrisinghapura.”
Shyamananda Prabhu nasceu na subcasta Sadgopa, que se encaixa na categoria de jala-cala, ou seja, brahmanes que são autorizados a levar a água tocada por seus membros. Logicamente,  um Vaishnava está além das qualidades materiais e pode nascer em uma família de qualquer raça ou casta. Aquele que pensa mal dos Vaishnavas ou os julga com base em sua ração ou casta está destinado ao inferno.

arcye shiladhir gurushu naramatir vaishnave jati-buddhir
vishnor va vaishnavanam kali-mala-mathane padatirthe’mbubuddhih
shrivishnor namni mantre sakala-kalushahe shabda-samanya-buddhir
vishnau sarveshvareshe tad-itara-samadhir yasya va naraki sah


Aquele que considera a deidade uma mera pedra, o guru um ser humano comum, ou o Vaishanava um membro de uma determinada casta ou raça, que considera a água sagrada que banhou Vishnu ou os pés de um Vaishnava e pode destruir todos os pecados da era de Kali, uma água comum, que pensa que o nome ou mantra de Visnhu, que destrói todos os males, é igual a qualquer outro som, ou aquele que considera Vishu igual a qualquer outro, possui uma natureza infernal.
(Padma-purana)

Aquele que nasce em uma família de classe baixa não é desqualificado para praticar serviço devocional, nem aquele que nasce em uma família brahmínica de classe elevada ou pura é automaticamente qualificado para tal serviço. Qualquer um que se engaje na adoração do Senhor é uma grande pessoa; quem não O adora é rejeitado.
(Chaitanya Charitamrita 3.4.66-7)

na me bhaktash caturvedi mad-bhaktah shvapacah priyah
tasmai deyam tato grahyam sa ca pujyo yatha hy aham
Apenas conhecer os quatro Vedas não torna ninguém um devoto. Uma pessoa sem casta que é meu devoto é querida por mim. Devemos trocar presentes e alimentos, etc., com tal devoto porque ele é tão venerável quando Eu.
(Citação do Haribhaktivilasa.)

Antes do nascimento de Shyamananda, seus pais perderam vários filhos e juraram entregar seu próximo filho a Visnhu, caso ele sobrevivesse. Tendo sofrido tanto com essas perdas, o primeiro nome de Shyamananda foi Duhkhi, ou “infeliz”, para afastar uma posterior angústia.

Durika e Sri Krishna Mandala, pais de Shyamananda, mudaram-se para Dandeshvara. Seu pai era o melhor da casta Sadgopa, de caráter impecável. Krishna era tudo para ele e os devotos de Krishna são muito queridos. Não descreveremos as virtudes dos seus pais devido ao receio de aumentar o volume desse livro. Mas eles viveram anteriormente em Dharenda e Bahadurapura e algumas pessoas diziam que Shyamananda havia nascido ali. Nada podia impedir o seu nascimento, e ele nasceu após seus pais perderem muitos outros filhos. Devido a suas perdas anteriores, os seus pais o receberam com tristeza e o chamaram de Duhkhi.
(Bhakti-ratnakara 1.351-5, 359)
Sri Shyamasundara, a deidade adorada de Shyamananda

Seus pais realizaram todos os rituais apropriados, como a primeira ingestão de alimentos sólidos, corte do cabelo etc. Conforme crescia, passou a estudar a gramática do sânscrito. Seus pais ficaram muito felizes ao observar seus talentos e tendência religiosa. Após ouvir atentamente dos devotos as glórias de Gauranga e Nityananda, repetia-as para outras pessoas. Ao ouvir as atividades de Gaura-Nitai ou de Radha e Krishna, lágrimas fluíam como ondas de seus olhos. Também servia dedicadamente seus pais e eles lhe disseram para receber iniciação para se comprometer plenamente com o serviço ao Senhor. Duhkhi concordou e disse a eles que desejava receber disksa de Hriday Chaitanya, discípulo de Gauri Das Pandita, associado de Nityananda e Gauranga. Ao ir para Kalna com esse propósito, ele também teria a boa fortuna de ver o Ganges e nele se banhar, e por isso, seus pais alegremente o autorizaram a partir.


Ao chegar em Ambika Kalna, se prostrou aos pés de Hriday Chaitanya, que após conhecê-lo, com felicidade lhe entregou o mantra de Krishna e lhe deu o nome de Krishna Das. A partir desse momento, Duhkhi passou a ser conhecido como Duhkhi Krishna Das. Hriday Chaitanya ordenou-lhe que fosse para Vrindavana praticar bhajana. Embora ele não gostasse de se separar de seu Gurudeva, Duhkhi Krishna Das partiu para Vraja, primeiramente visitando Navadwipa e outros locais em Gauramandala, onde buscou as bênçãos dos Vaishnavas. Por fim, após passar muito tempo em peregrinação, chegou à Vrindavana, onde tornou-se completamente absorto na adoração à Radha e Shyamasundar.

Em Vrindavana, Duhkhi Krishna Das estudou as escrituras Vaishnavas sob a guia de Sri Jiva Goswami, erudito proeminente da sampradaya. Hriday Chaitanya ao ouvir sobre o entusiasmo com o qual Duhkhi Krishna Das estava conduzindo sua vida devocional em Vraja, escreveu uma carta para Jiva Goswami dizendo que Duhkhi deveria considerar Jiva uma extensão de si mesmo. Jiva concedeu títulos para seus três alunos mais proeminentes, Srinivas, Narottama e Duhkhi Krishna Das, concedendo o nome de Shyamananda ao último. O motivo desse nome é que porque ele proporcionou muita alegria à Radha e Shyamasundara.

Enquanto em Vrindavan, recebeu o nome de Shyamananda por ter proporcionado muito alegria a Shyamasundra. Jiva ao observar suas atividades encantadoras, manteve-o por perto e o instruiu nas escrituras Vaishnavas.
(Bhakti-ratnakara 1.401-2)

Jiva Goswami enviou Srinivas Acharya, Narottama Das Thakur e Shyamananda para a Bengala com as escrituras Vaishnavas em 1504 da era Shaka (1582-3 d.C.). A ideia era difundir os ensinamentos encontrados nesses livros por toda a Bengala e Orissa. Os eventos ocorridos após Vira Hambira pegar os os livros roubados em Vishnupura constam no capítulo sobre Srinivas Acharya.
Narottama partiu rumo ao norte da Bengala e Shyamananda para Orissa. Nesta época, o distrito de Midnapore estava sob o domínio do rei de Orissa. Atualmente, há um braço da Gaudiya Math na cidade de Midnapore com o nome de Shyamananda Gaudiya Matha a fim de preservar sua memória sagrada.

A misericórdia especial de Radharani com Shyamananda
Shyamanda devolve a tornozeleira para Srimati Radharani
Embora Shyamananda Prabhu fosse um discípulo iniciado de Hriday Chaitanya, seu guru confiou os seus cuidados a Jiva Goswami Prabhu. Através da associação e do serviço prestado a Jiva, Shyamananda desenvolveu um gosto por servir Radha e Krishna no humor conjugal. Hriday Chaitanya Prabhu era discípulo de Gauri Das Pandit, um dos doze Gopals, Subala Sakha. Ele adorava Gaura-Nitai no amor de amizade. Aqueles que pensam que Shyamananda cometeu ofensa contra o seu mestre espiritual por abandonar esse humor e por tentar servir diretamente Krishna em um humor mais elevado, estão errados. O humor de amizade está dentro do humor conjugal. Se um discípulo progride mais na vida espiritual, ele aumenta a reputação do seu mestre.

Um incidente extraordinário, ocorrido em Vrindavana antes de Jiva ordená-lo a voltar para Orissa, demonstra o quão Shyamananda era querido por Radharani. Certo dia, Shyamananda Prabhu estava varrendo a Rasa-mandala em Vrindavan, absorvido em transe extático. De repente, por misericórdia transcendental de Radharani, encontrou sua tornozeleira caída no chão. Em êxtase, colocou a peça na sua testa, o que deixou uma marca, até hoje preservada pelos discípulos descendentes de Shyamananda. Ela é conhecida como nupura-tilaka. 


A pregação de Shyamananda Prabhu

Narottama Thakur e Shyamananda pregaram especialmente a mensagem de Mahaprabhu através de kirtanas. Srinivas cantava os kirtanas em um estilo chamado Manohara-sahi, Narottama em Gariana-hati e Shyamananda em Reneti. Ele encantava os os ouvintes com seu canto sincero de kirtana. Estes estilos já não existem mais.
Como resultado da sua pregação em Orissa, muitos muçulmanos se tornam discípulos de Shyamananda. O mais importante dos seus inúmeros discípulos foi Rasika Murari. Rasikananda era filho de Achyutananda, o zamindar da vila Rohini. Ele tinha outro nome, Murari, portanto, era mais comumente conhecido como Rasika Murari. Ele era um pregador muito poderoso, e sua fama ainda é difundida nas vilas de Orissa. Uma lista com alguns dos proeminentes discípulos de Shyamananda  é citada no Bhakti-ratnakara:

Shyamananda fez discípulos em todos os lugares. Uma pessoa pode ser purificada por ouvir seus nomes: Radhananda, Purushottam, Manohara, Cintamani, Balabhadra, Jagadishvara, Uddhava, Akrura, Madhuvana, Govinda, Jagannath, Gadadhara, Anandananda e Radhamohana. Shyamananda estava constantemente imerso nas alegrias de kirtana na associação desses discípulos. Poetas descreveram seus passatempos maravilhosos para o prazer de todos.
(Bhakti-ratnakara 15.62-66)

Além destes discípulos, Shyamananda converteu um yogi chamado Damodara. Narahari Chakravarti  escreveu o seguinte relato sobre essa conversão:

Havia um praticante de yoga chamado Damodara. Shyamananda misericordiosamente inundou-lhe com rasa devocional. Após se tornar seu discípulo, Damodara chorou e cantou os nomes de Nitai-Chaitanya. Ele permanecei intocado pela sua absorção em êxtase. Ele dançou, clamando "Bhakti é o melhor de todos!" Após liberar Damodara, Shyamananda continuou viajando, distribuindo a joia da devoção para todos.
(Bhakti-ratnakara 15.55-8)
Tilaka-sthana, local de manifestação da tilaka de Shyamananda
Shyamananda realizou um grande festival em Dharenda com Rasika Murari e Damodara, ainda lembrado nos dias de hoje. Ao deixar este mundo, Shyamananda entregou o serviço de Govinda em Gopivallabhapura. Os discípulos de Shyamananda e seus descendentes ainda adoram sua deidade de Radha-Shyamasundara em Vrindavana. Este templo é um dos principais locais de peregrinação em Vrindavana.
Shyamananda Prabhu viveu seus últimos dias em Nrisinghapura em Orissa, onde continuou pregando o Vaishnavismo. Seus passatempos terrenos chegaram ao fim no primeiro dia da lua minguante no mês de Asharh, em 1552 da era de Shaka (1630 d.C.).




Leia mais sobre Sri Rasikananda Deva Goswami

Tradução: Madhukari Radhika devi dasi
Revisão: Ramananda das (Felipe D’Aviz)
Fonte: BVML

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Sua pregação não é diferente de sua conduta

Srila Gurudeva recebendo as bênçãos de Srila Bhakti Pramode Puri Goswami Maharaj    

O fundador-acarya da Gopinath Gaudiya Math, Srila Bhakti Pramode Puri Goswami Maharaj, considerado uma personalidade marcante neste mundo, certa vez comentou: “Todos os Gaudiya Vaishnavas, sannyasis e santos fazem parte do meu corpo, mas Srimad Bhakti Ballabh Tirtha Maharaj é o centro do meu coração.”

Somos levados a pensar como ele ganhou o seu coração desta maneira. E isso ocorreu apenas devido à sua atitude de serviço dedicado desde seus primeiros anos de vida até hoje.

Guruji enfatiza a prática das instruções das escrituras antes de pregar a terceiros. Ele diz que, “Não me siga, siga apenas minha aula”, aplica-se apenas ao mundo da política. Quando se trata de pregação sobre o dharma, diz que nossas palavras só se tornam impactantes na medida em que nós as seguimos em nossas vidas. A pregação sem conduta é inerte. Torna-se apenas um entretenimento, e ninguém se beneficiará através dela.

- Sri Bhakti Bibudh Muni Maharaj (2015)

Tradução: Madhukari Radhika devi dasi
Revisão: Ramananda das (Felipe D’Aviz)
Fonte: tirthagoswami



terça-feira, 4 de abril de 2017

Sua vida de serviço é uma luz brilhante em um mundo de escuridão



Sua Santidade Srila Bhakti Ballabh Tirtha Goswami Maharaja,

Presto reverências e prostro meu corpo aos seus pés de lótus.

Sinto-me grato por ter sido convidado a compartilhar meu coração na sagrada ocasião de seu Vyasa Puja.
Estou relembrando os tempos preciosos que passamos juntos, algumas vezes nas colinas de Sri Brajabhumi e outras vezes nas colinas de Marin County, na Califórnia. Independentemente do mundo em que você esteja, está sempre absorto em dissipar equívocos materialistas e impersonalistas, enquanto compartilha o amor do seu coração pelo serviço divino de Sri Guru e Sri Gauranga.

Todos nós fomos abençoados por sua humildade sincera, profunda sabedoria dos Bhakti Sastras e profunda compaixão por todas as entidades vivas.

A sua vida de serviço amoroso é uma luz brilhante que revela para as pessoas neste mundo de escuridão, o fluxo infinito de graça que está sempre descendo dos corações de Sri Sri Radha Gopinath e inunda o mundo através dos misericordiosos Acaryas do nosso Gaudiya Parampara. Neste dia sagrado de seu Vyasa Puja, ofereço-lhe minha gratidão mais sincera.

Seu servo,
Radhanath Swami

Tradução: Madhukari Radhika devi dasi
Revisão: Ramananda das (Felipe D’Aviz)
Fonte: tirthagoswami

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Foi uma grande fortuna estar sob seus cuidados


Eu tive a boa fortuna de ter a associação de Srila Bhakti Ballabha Tirtha Maharaja. Seu mestre espiritual, Sua Divina Graça Srila Bhakti Dayita Madhava Maharaja foi gentil o bastante para me permitir ficar no seu ashram em Calcutá. Ele pessoalmente me colocou sob os cuidados de Sua Divina Graça Srila Bhakti Ballabha Tirtha Maharaja enquanto lá estive.

Posteriormente, Sua Divina Graça Bhakti Dayita Madhava Maharaja tornou-se trustee da AC Bhaktivedanta Swami Charity Trust. Após a sua partida para o mundo espiritual, Sua Divina Graça Bhakti Ballabh Tirtha Maharaja foi gentil o bastante em continuar sendo o trustee da AC Bhaktivedanta Swami Trust.

Era costume falar um pouco de Harikatha quando nos encontrávamos nessas reuniões. Ele falava para que nos lembrássemos de que o principal propósito da Consciência de Krsna é servir o Pancha Tattva com palavras, pensamentos e ações.

A partir de então, ano após ano, eu me encontrava com ele para elaborar estratégias para preservar os locais sagrados da nossa cultura.

Era interessante ver e também muito excitante como Srila Bhakti Ballabh Tirtha Maharaja pregava em muitas partes da Índia e também no exterior. Ele tinha seus seguidores em Punjabi e em outros estados distantes da Índia e também pregava na Rússia e em outros lugares.

Era muito bom ver como ele tinha um espírito de pregação bastante ativo. Tive a fortuna de visitar Sua Divina Graça Bhakti Ballabh Tirtha Maharaja na ocasião do seu quinquagésimo aniversário de sannyasa e também em outras ocasiões em que ele nos recebeu nos seus aposentos privados para conversar sobre bhakti yoga, o desenvolvimento de Navadvipa Dhama e a expansão da cultura de Gauranga em todo o mundo.

Ter sua associação deixou uma grande impressão sobre mim. Era nítido que ele era muito dedicado em espalhar a mensagem do Senhor Caitanya. É com grande entusiasmo e respeito que ofereço esta mensagem aos seus pés de lótus na ocasião da celebração do seu Vyasa Puja.


-Vaisnavadasanudas
 tridandi bhikshu Jaypataka Swami

(transcrito por EGD-JPS-SEC)
É nítido que Srila Gurudeva honrou a ordem de Param Gurudeva de cuidar de Jayapataka Swami por toda a sua vida. Ele também continuou servindo no comitê da Sri AC Bhaktivedanta Swami Charity Trust até os seus passatempos recentes o retirarem da interação externa. Sri Jayapataka Swami Maharaj também visita ocasionalmente Srila Gurudeva na matha de Calcutá.

Tradução: Madhukari Radhika devi dasi
Revisão: Ramananda das (Felipe D’Aviz)